Nação linda, aí vai a segunda parte da entrevista com Affonso Romero, candidato a presidencia do Flamengo. A primeira parte dessa entrevista você encontra
aqui.

14 – Apesar da proposta ser boa, o Revolução Rubro-Negra,
ao que parece, não tem muita força política dentro da Gávea. É possível
uma possível aliança com pessoas com mais influência como Marcio Braga,
Kleber Leite e outros?
Qual é a forma típica de proposição de uma candidatura no clube,
nas últimas eleições, e inclusive nesta? Os candidatos são expressões de
sua vontade pessoal, são movidos por motivos próprios, vaidades e
vontades individuais. Estas pessoas colocam dinheiro do próprio bolso na
campanha, na melhor das hipóteses. Juntam ao seu redor alguns amigos,
alguns amigos de amigos. Sua proposta de poder é reflexo de opiniões
sortidas deste grupo de pessoas. Quando o candidato tem uma boa rede de
relacionamentos dentro do clube, dizemos que este candidato tem “muita
força política dentro da Gávea”, para ficar no termo que foi usado na
pergunta. A Revolução Rubro-Negra parte de algo totalmente diferente.
Iniciamos pela constatação de que o Flamengo precisa de um Choque de
Gestão Profissional; passamos daí para um Programa de Gestão, e a
candidatura é um resultado disso tudo, não o contrário. Estamos a mais
de cinco meses da eleição e é natural que a maioria dos eleitores não
esteja posicionada ainda. Os que estão são os amigos dos candidatos que
vão se lançando. Então, cria-se uma percepção artificial que um ou outro
possa ter apoios. Mas o que se vê é uma fragmentação destes grupos
políticos tradicionais, ninguém representa nenhuma ideia, apenas suas
vontades pessoais. Existe uma Presidente que tem seu próprio grupo, tem
seus eleitores e que representa um modelo de gestão amadora que já se
provou falido. E existe a Revolução, com propostas claras, com uma
mudança de paradigma administrativo que é uma expectativa da Nação, com a
força de ser o grupo que mais recebeu adesões nas últimas semanas, que
quer o debate de ideias, a discussão do que pode ser o novo Flamengo,
que representa o novo. É natural que o embate vá se dar entre a
Patrícia, representando o modelo amador, e o Affonso, representando a
Revolução e o modelo profissional. Nós não abrimos mão de nossos
conceitos sobre profissionalização, porque eles são a razão da nossa
existência política. Em torno disso, que é inegociável, receberemos
apoios, votos e adesões de quem concorde que este é o caminho para o
Flamengo. Não temos preconceito de conversar, nem de receber apoios, mas
não negociamos em termos políticos tradicionais, o que queremos é mudar
o modelo de gestão.
15 – “Craque o Flamengo faz em casa.” Ultimamente essa
frase não tem sido muito verdade. Depois da geração de Marcelinho e
Djalminha, o Flamengo só foi ter outra geração muito boa agora. Isso é
pouco para um clube do tamanho do Flamengo. Quais são os planos do
Revelação Rubro-Negra para que as categorias de base do Flamengo voltem a
revelar grandes jogadores com frequência?
Há algumas ações necessárias para isso. A primeira é
concluir o Centro de Treinamento e investir para que ele seja
transformado num Centro de Formação de Atletas. O clube deve atuar na
formação do homem, do atleta, não apenas do jogador. Isso facilita a
fase mais delicada no aproveitamento do jovem atleta, que é a passagem
da base para o grupo principal. Por ser um clube de massas, a pressão
para um jovem ao entrar no time principal é maior do que em outros
clubes, e é necessário que a formação pessoal forte, para que ele esteja
preparado para suportar situações de pressão. A identidade com o clube
também deve ser reforçada desde cedo, e isso inclusive também começa
pelo desenvolvimento de um estilo de jogo próprio, que reflita os
valores do Flamengo, como ofensividade, respeito ao bom futebol,
velocidade e garra. E o jovem deve ser treinado neste estilo de jogo
desde as categorias de base. Mas todas estas ações seriam inúteis se o
Flamengo continuasse a desconsiderar o fato de ser o clube com maior
penetração nas diversas regiões brasileiras. Então, o Flamengo deve ter
peneiras e olheiros no Brasil todo, estar atento a tantos jovens
talentos que desejam jogar no clube, e não apenas abrir as portas para
gente que já venha indicada por empresários ou padrinhos.
16 – Com o crescimento da economia nacional e do futebol
brasileiro, a situação econômica do Flamengo tende a melhorar cada vez
mais. Outro fator importante é o contrato com a TV que vai dar um
upgrade nas finanças do clube. O Revolução Rubro-Negra acha que vai
pegar um clube bem financeiramente? Acha que vai conseguir realizar o
que pretende dentro dos padrões financeiros do clube?
Sobre a situação financeira do Flamengo, em nosso site (
http://www.revolucaorubronegra.com.br/site/category/blog/)
há uma série de artigos com análises das demonstrações contábeis de
2011. De qualquer forma, independente do momento da economia,
infelizmente a Revolução assumirá o Flamengo com uma imensa dívida que,
antes de mais nada, deve ser exatamente calculada e renegociada. Além do
mais, acontece no futebol uma característica interessante: as
negociações coletivas, como a de tevê, favorecem ao mesmo tempo os
vários clubes rivais, e o seu efeito imediato é inflacionar ainda mais o
mercado de contratações de jogadores. É preciso saber gastar com
sabedoria, sem queimar dinheiro com nomes de impacto e resultados
pífios. É preferível investir em jogadores na curva ascendente da
carreira, com maiores chances de repasse futuro, com lucro para o clube.
Mas o que mais me empolga quanto aos resultados a serem alcançados é
que uma mudança de postura administrativa atrairá de volta a força da
marca Flamengo, o interesse dos parceiros e patrocinadores e gerará
novas oportunidades de negócios.
17 – Qual a sua visão sobre o atleta Adriano? Um jogador
decisivo dentro de campo, mas polêmica e problemático fora dele. Se o
presidente atual do clube fosse Affonso Romero, o Adriano seria
contratado? Sob quais condições?
Seria uma grande contradição opinar diretamente sobre a
contratação de um jogador, que é uma decisão operacional, e que deve ser
tomada por profissionais de futebol. Mas este é um ótimo exemplo para
demonstrar a importância de uma gestão operacional ser profissional, mas
alinhada com a gestão estratégica, que permanecerá sendo privativa da
Diretoria e do Presidente. No nosso Programa de Gestão, nós
estabelecemos as características exigidas de um atleta profissional do
clube, da importância que damos aos efeitos da imagem do atleta na
imagem do clube, na preservação do foco no trabalho, de como devemos
investir em jogadores na curva ascendente da carreira. Ora, um gestor
profissional, sabendo disso, e estando alinhado a estes princípios de
ação estratégica, saberá que o Adriano hoje não estaria alinhado aos
resultados que queremos para o Flamengo.
18 – A Revolução Rubro-Negra promete fazer mudanças
significativas no marketing do Flamengo. Quais são os objetivos que
pretendem alcançar? Como serão essas mudanças? A falta de um patrocínio
máster para o futebol é culpa do Marketing atual do clube?
O Departamento de Marketing do Flamengo deve gerar os
recursos necessários para que o Flamengo possa desenvolver todas as suas
atividades-fim com competitividade e superávit operacional. Para isso,
deve estar estruturado em pesquisa e prospecção de mercado; patrocínios e
parcerias; desenvolvimento, gestão e valorização da marca;
licenciamentos de produtos; geração de conteúdos; e comunicação social e
relacionamento com a imprensa. Por pior que seja a atual gestão de
marketing no Flamengo, a culpa pela falta de um patrocinador máster não é
exclusiva do Departamento. Num ambiente comercial em que as grandes
marcas retraíram seus investimentos em publicidade, por conta da crise
econômica mundial e da espera pelas oportunidades que serão geradas
pelos grandes eventos esportivos que estão por vir, os clubes deveriam
tentar formatar parcerias de médio e longo prazos com marcas que
tivessem potencial de identificação com seus perfis, em lugar de apenas
vender espaços publicitários em suas camisas. Mas como fazer isso se a
marca do clube está relacionada hoje à falta de disciplina, à quebra da
hierarquia, a comportamentos que beiram a marginalidade? Claro que resta
apenas - em lugar de um relacionamento entre marcas - um espaço
comercial a ser vendido na camisa do clube, uma propriedade medida em
centímetros, uma relação em que uma história centenária é transformada
em outdoor ambulante. Este reducionismo cobra um preço e não é culpa
apenas do Departamento de Marketing.
19 – Com Affonso Romero na presidência, quais são as
expectativas para o Flamengo em 2015? Sendo realista, diga como pretende
deixar o clube em termos econômicos e nossa posição em termos de
futebol e esportes olímpicos no cenário nacional.
O Flamengo não pode entrar em nenhuma competição para ser
mais um. É obrigação do clube que representa uma Nação, 35 milhões de
torcedores e uma tradição esportiva de mais de um século entrar sempre
na lista dos favoritos em qualquer esporte que pratique. Esta condição
não se conquista com o nome, ou com prepotência. Se conquista com
trabalho, com um modelo de gestão, com a sabedoria em representar as
características que deveriam fazer o Flamengo ser forte em ações que vão
da montagem do elenco ao relacionamento com os patrocinadores. Claro
que vencer é uma consequência deste trabalho feito por profissionais e
sustentado pelo Presidente. Mas a beleza do esporte é que as conquistas
também têm um componente de acaso. O objetivo real deve ser se manter
sempre entre os melhores, porque isso é possível assegurar. Quem foca
sempre na excelência acaba alcançando-a frequentemente. As conquistas
assim passam a ser consistentes. O Flamengo entrará neste ciclo
virtuoso, estará sempre preparado e focado na vitória. Com a gestão
racional dos recursos, o uso da criatividade na formatação de soluções e
parcerias e a alavancagem do marketing como ferramenta de geração de
novos recursos, vamos incrementar o patrimônio e abater
consideravelmente a dívida.
20 - Até que ponto ele se considera preparado para combater a
politicagem centenária que ronda a Gávea? Se ele já sabe como agir
contra esse tipo de artimanha existente e se ele já tem profissionais
designados para protege-lo desse tipo de artifício.
É preciso estabelecer as diferenças entre política e
politicagem. Na política, deve-se buscar o consenso, o equilíbrio entre
os opostos, o caminho da conciliação. A política, vista como a arte da
negociação, é um instrumento da democracia. Já a politicagem é o
toma-lá-dá-cá, é a agressão gratuita, é o entrave ao bom debate, é o
jogo das sombras, a mentira reafirmada até virar verdade. Só há um
caminho para combater a politicagem: é não ter medo da política, agir
com transparência, responder sempre com argumentos, denunciar a mentira,
insistir no debate de ideias. Quando se age assim, você faz emergir das
sombras aqueles que não têm condições de discutir em bom nível, aqueles
que só aderem aos bons projetos por demagogia. Se um candidato vier
debater comigo à luz de sua opinião, merecerá meu respeito, e o respeito
do eleitor. Aquele que foge de discutir ideias, que se esconde atrás de
preconceitos, cairá em desgraça com o eleitorado. Na gestão do clube
também é possível agir assim: a arma do politiqueiro é a desinformação, o
preconceito, a mentira. Quem administra com total transparência
consegue desmistificar as questões e elevar o nível para o campo dos
conceitos.
21 - Se considera possível, sem ter apoio de políticos
internos tradicionais, vencer a eleição. Qual estratégia para isso? Com
o modo de gestão proposto no Revolução, terão que cortar relações
abertas/corruptas com empresários de jogadores e entra-e-sai de
empresários da Gávea. O que ele fará para se proteger destas forças
existentes e que irão utilizar a mídia para atacar sua gestão?
É impossível ganhar a eleição sem o apoio dos eleitores.
Os líderes políticos tradicionais são também eleitores e apoio e voto
são coisas que não se pode desprezar. Estamos abertos a ouvir todo
mundo, não temos preconceitos. Só que nós somos contra o fenômeno do
caciquismo e dos currais eleitorais. Não temos compromissos com pessoas,
nem nos curvamos a ninguém. O compromisso da Revolução Rubro-Negra é
com o Choque de Gestão Profissional. Não negociamos isso, e não faz
sentido negociar cargos, uma vez que a gestão operacional não será feita
pelos políticos. Então, quem estiver votando conosco estará votando
numa proposta, estará elegendo a profissionalização total do clube.
Quanto aos empresários, há dois tipos distintos de relação. Há os
empresários que representam jogadores na negociação de seus salários. É a
regra do mercado, e eles têm mesmo que defender os interesses de seus
representados. Então, as relações têm que ser de bom nível, entre partes
que têm interesses comuns e alguns divergentes. E há os empresários que
detém direitos econômicos de jogadores, e que usam os clubes como
vitrines para valorizar seus ativos. Eu acho que não faz muito sentido
querer usar o Flamengo para dar vitrine a um Zé Mané qualquer, porque um
jogador mediano costuma desagradar a torcida e acaba se queimando num
clube de massas. Mas se quiserem trazer para o Flamengo grandes
jogadores, gente em condições de ser titular de uma seleção, por que
não? Veja que o sonho dos empresários é levar seus jogadores para atuar
no Manchester, no Real, no Barcelona, que são clubes organizados,
estruturados, profissionais, transparentes. É preferível ganhar dinheiro
num ambiente de negócios lícitos do que num ambiente viciado, e os
empresários sabem bem disso. Por que não iriam querer ver seus jogadores
atuando no Flamengo?
22 - Costurando eventual apoio do MB, quais os
aspectos positivos e negativos em uma aliança com um dos maiores ícones
dessa estrutura e sistema atual? Sabendo que o candidato propõe o
contraponto através do choque de gestão proposto, contrariando os
métodos praticados por gestões anteriores, inclusive do eventual aliado.
A campanha da Revolução Rubro-Negra não é contra ninguém,
nem contra a Patrícia pessoalmente nós somos. Não é uma questão de
pessoas, é uma questão de modelo de gestão. E há gente que compreende
isto, ainda que já tenha participado de gestões amadoras. O modelo
amador está enraizado na cultura do clube, porque funcionou por mais de
um século, trouxe o Flamengo até aqui. Ninguém precisa renegar o que
fez, nem a contribuição que deu para perceber que o modelo deixou de
funcionar, e agora precisamos fazer um Choque de Gestão Profissional.
Veja o caso do Marcio, que é o ex-Presidente com mais mandatos e mais
títulos pelo Flamengo: em 1976, quando ele liderou a FAF, ele fez uma
revolução na gestão do clube, considerando a época e os costumes de
então. Mas, depois, o ambiente político e o modelo amador fizeram aquele
momento mágico do clube perder a força. Atualmente, as necessidades são
outras, mas a presença de gente jovem, bem preparada, sem vícios e que
chegue propondo uma transformação no modelo de gestão só pode contagiar o
espírito daqueles que tentaram dar a sua contribuição e ficaram
amarrados pelos limites do modelo amador.
23 - Quais serão as propostas para o Esportes
Olímpicos, bandeira que a atual presidente irá utilizar para se promover
diante de seus correlegionários?
Cada modalidade de
competição deverá ser tratada como um centro de custos independente, ou
seja, capaz de ser autossustentável. As escolinhas subsidiarão as
categorias de base, os custos para competir e formar novos talentos, que
é uma das expertises do Flamengo. A performance das equipes principais,
e seus ídolos, serão um incentivo para que jovens rubro-negros queiram
praticar esportes. Estas equipes, sempre num nível superior de
competitividade, serão garantidas por parcerias e patrocínios
desenvolvidos pelo Departamento de Marketing, que não pode abandonar os
esportes olímpicos. O Flamengo tem uma exposição natural na mídia, atrai
a atenção de uma nação de 35 milhões de pessoas, então é natural que
atraia o interesse dos melhores patrocinadores em cada esporte. Basta
que sua imagem e sua marca sejam bem trabalhados, e que o dinheiro seja
usado efetivamente para montar boas equipes. Não há razão que possa
explicar por que o projeto olímpico de outros clubes venha a funcionar
melhor que o do Flamengo. A atual gestão tem corroído a marca Flamengo,
envolvendo o nome do clube em escândalos e malfeitos. É necessário que
os sócios percebam o quanto isso prejudica a captação de recursos para
todas as atividades-fim, inclusive a manutenção de sede e os esportes
olímpicos.
24- O candidato tem consciência de que modelo de gestão que
ele está propondo seria aparentemente incompetível com muitas brechas
que existem no modelo atual para que pessoas parasitem o clube e se
enriqueçam ilicitamente às suas custas?
As pessoas que tentam enriquecer ilicitamente às custas do
Flamengo afugentam, com suas práticas, as empresas potencialmente
parceiras que gostariam de desenvolver projetos com o Flamengo em que
ambas as partes ganhem dinheiro licitamente. Nós não negamos que o
esporte possa gerar oportunidades e seja hoje um mercado negocial. Ao
contrário, nós partimos desta realidade para constatar que a presença de
amadores só faz abrir estas brechas para parasitas e negociatas. Tornar
a gestão profissional, competente e transparente faz com que a força do
ambiente de negócios gere também benefícios para o clube, subindo o
nível de entendimento com o mercado e atraindo gente séria e acostumada e
fazer negócios que beneficiem todas as partes. Desta forma, os
aproveitadores acabarão defenestrados do ambiente do Flamengo, e
certamente vão procurar se instalar em outros hospedeiros.
25 – Convença o torcedor de que deve votar em Affonso Romero para presidente do Flamengo.
Durante
um século, os clubes foram administrados por amadores. Um modelo que
teve seu tempo e deu seus resultados. A entrada de novos recursos no
esporte, principalmente no futebol, fez com que os clubes tivessem que
aprender a lidar com um novo universo. Dentre os principais clubes do
mundo, é possível encontrar os mais diversos modelos societários. Mas
não se encontrará nenhum que adote o modelo de gestão amadora. O que eu
estou propondo para o clube, junto com a Revolução, é um Choque de
Gestão Profissional que significa colocar o Flamengo em igualdade de
condições administrativas com os principais clubes de futebol do mundo.
Já foi o tempo que as diferenças econômicas entre o Brasil e os países
europeus poderiam justificar diferenças entre os clubes brasileiros e os
daqueles países. Hoje, a economia brasileira é maior e mais forte que a
de países como Inglaterra, Espanha e Itália, onde estão as principais
ligas e clubes. O Flamengo tem que ser tão ou mais rico que os
principais clubes destas ligas, mas este caminho começa na adoção de um
modelo de gestão profissional. A Revolução Rubro-Negra mostra, em seu
Programa de Gestão como é possível adotar este modelo de imediato, sem
subterfúgios, sem desculpas. Por isso o Flamengo vai votar no Affonso e
na proposta da Revolução Rubro-Negra.
COMENTE DIZENDO O QUE VOCÊ ACHOU DA ENTREVISTA E DAS PROPOSTAS DO CANDIDATO.