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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Wallim já começa com golaço

Texto feito pelo @PedradaRN (Super indico. Sigam!) e extraído do blog Pedrada Rubro Negra.



Fui no lançamento da campanha do Wallim Vasconcellos ontem (dia 28/9/12) no Cinema Leblon. Cheguei cedo porque tive impressão que iria lotar dado o "frisson" que este lançamento causava entre quem conversava nas ruas e nas redes sociais. Enfim, um time de peso de empresários de renome e pessoas de sucesso em suas áreas resolviam arregaçar as mangas e trabalharem em uma chapa para vencerem as eleições do Flamengo. Por anos indagava porque isto não acontecia visto que o Flamengo com 35 milhões de torcedores certamente reunia pessoas mais qualificadas que qualquer outro clube brasileiro.  Mas a gestão horrenda da Patricia Amorim, caótica com sérios problemas financeiros, serviu como estímulo a muitos rubro-negros de verdade se associarem ao clube ou participarem do processo político para varrer a sujeira para fora do Flamengo. Com isto surgiram alguns candidatos de Oposição, alguns bons e outros inexpressivos, e apareceu Wallim e seu grupo "Fla Campeão do Mundo". E a chapa esquentou ontem no Leblon.

Wallim, bastante aplaudido, apareceu mostrando um vídeo com lances do timaço do Zico & Cia, ídolos antigos e recentes, torcedores, crianças vibrando, dando um toque emocional que agradou a todos, posicionando a galera no "isto é Flamengo, porra!" . Somos fanáticos enlouquecidos e por isto queremos respeito e ética dos dirigentes e não um trabalho sujo de aproveitamento do clube para promoção pessoal, ganhos indiretos (e diretos) e abuso de poder. O Flamengo é paixão e isto é para ser respeitado. Wallim sempre de jeito sereno, evitando críticas a gestão atual, posicionou a platéia na proposta do Grupo que versa principalmente no PROFISSIONALISMO da gestão. O Flamengo tem que ter um Conselho Diretor de notáveis para poderem supervisionar um Grupo de Executivos regiamente pagos e por isto cobrados, que trabalhem no Flamengo diretamente. O modelo atual em que um vp   aparece à partir das 6 da tarde e fica até as 8 é um lixo. Amador, inconsequente e desrespeitoso com a envergadura que assumiu o Flamengo. Basicamente mostrou que o modelo que pretendem implantar é baseado em metas, o ganho será maior com as metas alcançadas, e isto vale para todos os esportes.

Zico também discursou e foi aplaudido de pé várias vezes. É ídolo, mito, e uma pessoa realmente iluminada. Disse que conhecia alguns integrantes do grupo e que estava surpreso e entusiasmado com o time reunido. Falou que o Flamengo está no Brasil inteiro em todos os cantos e que os dirigentes devem conhecer o Flamengo, que é uma nação de fato. O torcedor do Flamengo  deve ser muito bem atendido por qualquer gestão administrativa do clube.  No final do evento Wallim prometeu colocar, enfim, uma estátua do Zico na Gávea. 

O livro "A Bola não entra por acaso" do dirigente do Barcelona certamente foi lido por alguns da chapa. Várias de suas propostas se encontram no programa.  Entre elas a necessidade de uma cultura tática no Flamengo que permearia a base e chegaria ao profissional para termos sempre jogadores de reposição em qualquer posição. Wallim & Cia pretendem criar 4 Unidades de Negócio: Fla-Gávea, Fla-Futebol, Fla-Sede e Fla-Remo. Disse que a sede, apesar da propaganda da Patricia, está maltratada com obras de fachada, não se comparando aos clubes de entorno. Vai rever os contratos do cara que monopoliza os restaurantes da Gávea e da loja que fica lá dentro vendendo camisas de torcidas organizadas, uma delas banida dos estádios por sua violência estúpida e que, paradoxalmente, é presença forte na Gávea por meio de alguns dirigentes. Wallim quer o Maracanã mas se não tiver jeito fará das tripas-coração para viabilizar um estádio de 50 mil pessoas e conseguir com que a Gávea tenha permissão para abrigar jogos de até 20 mil pessoas.

Obviamente falou do marketing e da estupidez da gestão atual que mais uma vez deixa uma área importantíssima nas mãos de pessoas desqualificadas. O marketing será terceirizado para uma Agência especializada e cobrada em metas por grandes executivos do país. Ou seja, não fará merda até por medo de se queimar. Wallim citou a importância da TI e disse que na sua administração ela será implementada para valer para que balanços trimestrais sejam demonstrados ao público. 

Pretende criar Grupos de Trabalho entre associados para diversas atividades do clube e implementar programa de sócio-torcedor. Todos eles são torcedores entusiasmados, Bap, Godinho, Daniel, Wallim, Landim, Langoni, etc e sabem que a torcida além de cliente é parceira.  Bap também falou, e em discurso emocionado disse  a condição de anistiado do Wallim não é impecilho para que deixe de concorrer a presidência do Flamengo e que caso queiram impedi-lo usará de recusos jurídicos dentro do clube, e fora se preciso. Depois disse que por ele o Flamengo ganha tudo em todos os esportes. O que é a deixa para falar sobre os demais esportes do clube. Wallim mencionou que em sua gestão pretende focar nos esportes olímpicos até pela chegada da olimpíada. Volei, basquete, remo, ginástica olímpica, natação, polo aquático serão prioritários e serão trabalhados de forma ótima profissional para o Flamengo ser, ou continuar a ser, o top do Brasil. Mas para isto pretende melhores equipamentos, corpo técnico qualificado, atletas remunerados por resultados, etc.

O futebol, a mesma coisa, administração profissional com manutenção da inteligência. Nada de técnico ir e vir levando os dados obtidos em treinamento. O Flamengo precisa de um corpo técnico permanente e o terá. Jogadores terão que respeitar o Flamengo dentro e fora de campo com conduta pessoal e profissional irrepreensíveis para que o nome do Flamengo não seja jogado na lata de lixo como foi por todos estes anos com a melancólica Patricia Amorim.

A chapa Fla Campeão do Mundo inaugurou o site, http://flacampeaodomundo.com.br/, twitter @FlaCampeaoMundo e fanpage https://www.facebook.com/FlaCampeaodoMundo para que  possam acompanhar e interagir. E o momento é este. Façam suas propostas e perguntas, não se acanhem. 

Enfim, em um cinema Leblon lotado não vi um filme. Mas um movimento inspirador e renovador. Agora é preciso com que os associados queiram o fim do amadorismo negativo para uma nova era de modernidade administrativa competente. E será difícil. Mas não impossível.


Texto feito pelo @PedradaRN (Super indico. Sigam!) e extraído do blog Pedrada Rubro Negra.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Eleições na Gávea 2012: Affonso Romero - Parte 2

Nação linda, aí vai a segunda parte da entrevista com Affonso Romero, candidato a presidencia do Flamengo. A primeira parte dessa entrevista você encontra aqui.


14 – Apesar da proposta ser boa, o Revolução Rubro-Negra, ao que parece, não tem muita força política dentro da Gávea. É possível uma possível aliança com pessoas com mais influência como Marcio Braga, Kleber Leite e outros?
Qual é a forma típica de proposição de uma candidatura no clube, nas últimas eleições, e inclusive nesta? Os candidatos são expressões de sua vontade pessoal, são movidos por motivos próprios, vaidades e vontades individuais. Estas pessoas colocam dinheiro do próprio bolso na campanha, na melhor das hipóteses. Juntam ao seu redor alguns amigos, alguns amigos de amigos. Sua proposta de poder é reflexo de opiniões sortidas deste grupo de pessoas. Quando o candidato tem uma boa rede de relacionamentos dentro do clube, dizemos que este candidato tem “muita força política dentro da Gávea”, para ficar no termo que foi usado na pergunta. A Revolução Rubro-Negra parte de algo totalmente diferente. Iniciamos pela constatação de que o Flamengo precisa de um Choque de Gestão Profissional; passamos daí para um Programa de Gestão, e a candidatura é um resultado disso tudo, não o contrário. Estamos a mais de cinco meses da eleição e é natural que a maioria dos eleitores não esteja posicionada ainda. Os que estão são os amigos dos candidatos que vão se lançando. Então, cria-se uma percepção artificial que um ou outro possa ter apoios. Mas o que se vê é uma fragmentação destes grupos políticos tradicionais, ninguém representa nenhuma ideia, apenas suas vontades pessoais. Existe uma Presidente que tem seu próprio grupo, tem seus eleitores e que representa um modelo de gestão amadora que já se provou falido. E existe a Revolução, com propostas claras, com uma mudança de paradigma administrativo que é uma expectativa da Nação, com a força de ser o grupo que mais recebeu adesões nas últimas semanas, que quer o debate de ideias, a discussão do que pode ser o novo Flamengo, que representa o novo. É natural que o embate vá se dar entre a Patrícia, representando o modelo amador, e o Affonso, representando a Revolução e o modelo profissional. Nós não abrimos mão de nossos conceitos sobre profissionalização, porque eles são a razão da nossa existência política. Em torno disso, que é inegociável, receberemos apoios, votos e adesões de quem concorde que este é o caminho para o Flamengo. Não temos preconceito de conversar, nem de receber apoios, mas não negociamos em termos políticos tradicionais, o que queremos é mudar o modelo de gestão.

15 – “Craque o Flamengo faz em casa.” Ultimamente essa frase não tem sido muito verdade. Depois da geração de Marcelinho e Djalminha, o Flamengo só foi ter outra geração muito boa agora. Isso é pouco para um clube do tamanho do Flamengo. Quais são os planos do Revelação Rubro-Negra para que as categorias de base do Flamengo voltem a revelar grandes jogadores com frequência?
Há algumas ações necessárias para isso. A primeira é concluir o Centro de Treinamento e investir para que ele seja transformado num Centro de Formação de Atletas. O clube deve atuar na formação do homem, do atleta, não apenas do jogador. Isso facilita a fase mais delicada no aproveitamento do jovem atleta, que é a passagem da base para o grupo principal. Por ser um clube de massas, a pressão para um jovem ao entrar no time principal é maior do que em outros clubes, e é necessário que a formação pessoal forte, para que ele esteja preparado para suportar situações de pressão. A identidade com o clube também deve ser reforçada desde cedo, e isso inclusive também começa pelo desenvolvimento de um estilo de jogo próprio, que reflita os valores do Flamengo, como ofensividade, respeito ao bom futebol, velocidade e garra. E o jovem deve ser treinado neste estilo de jogo desde as categorias de base. Mas todas estas ações seriam inúteis se o Flamengo continuasse a desconsiderar o fato de ser o clube com maior penetração nas diversas regiões brasileiras. Então, o Flamengo deve ter peneiras e olheiros no Brasil todo, estar atento a tantos jovens talentos que desejam jogar no clube, e não apenas abrir as portas para gente que já venha indicada por empresários ou padrinhos.

16 – Com o crescimento da economia nacional e do futebol brasileiro, a situação econômica do Flamengo tende a melhorar cada vez mais. Outro fator importante é o contrato com a TV que vai dar um upgrade nas finanças do clube. O Revolução Rubro-Negra acha que vai pegar um clube bem financeiramente? Acha que vai conseguir realizar o que pretende dentro dos padrões financeiros do clube?
Sobre a situação financeira do Flamengo, em nosso site (http://www.revolucaorubronegra.com.br/site/category/blog/) há uma série de artigos com análises das demonstrações contábeis de 2011. De qualquer forma, independente do momento da economia, infelizmente a Revolução assumirá o Flamengo com uma imensa dívida que, antes de mais nada, deve ser exatamente calculada e renegociada. Além do mais, acontece no futebol uma característica interessante: as negociações coletivas, como a de tevê, favorecem ao mesmo tempo os vários clubes rivais, e o seu efeito imediato é inflacionar ainda mais o mercado de contratações de jogadores. É preciso saber gastar com sabedoria, sem queimar dinheiro com nomes de impacto e resultados pífios. É preferível investir em jogadores na curva ascendente da carreira, com maiores chances de repasse futuro, com lucro para o clube. Mas o que mais me empolga quanto aos resultados a serem alcançados é que uma mudança de postura administrativa atrairá de volta a força da marca Flamengo, o interesse dos parceiros e patrocinadores e gerará novas oportunidades de negócios.

17 – Qual a sua visão sobre o atleta Adriano? Um jogador decisivo dentro de campo, mas polêmica e problemático fora dele. Se o presidente atual do clube fosse Affonso Romero, o Adriano seria contratado? Sob quais condições?
 Seria uma grande contradição opinar diretamente sobre a contratação de um jogador, que é uma decisão operacional, e que deve ser tomada por profissionais de futebol. Mas este é um ótimo exemplo para demonstrar a importância de uma gestão operacional ser profissional, mas alinhada com a gestão estratégica, que permanecerá sendo privativa da Diretoria e do Presidente. No nosso Programa de Gestão, nós estabelecemos as características exigidas de um atleta profissional do clube, da importância que damos aos efeitos da imagem do atleta na imagem do clube, na preservação do foco no trabalho, de como devemos investir em jogadores na curva ascendente da carreira. Ora, um gestor profissional, sabendo disso, e estando alinhado a estes princípios de ação estratégica, saberá que o Adriano hoje não estaria alinhado aos resultados que queremos para o Flamengo.

18 – A Revolução Rubro-Negra promete fazer mudanças significativas no marketing do Flamengo. Quais são os objetivos que pretendem alcançar? Como serão essas mudanças? A falta de um patrocínio máster para o futebol é culpa do Marketing atual do clube?

 O Departamento de Marketing do Flamengo deve gerar os recursos necessários para que o Flamengo possa desenvolver todas as suas atividades-fim com competitividade e superávit operacional. Para isso, deve estar estruturado em pesquisa e prospecção de mercado; patrocínios e parcerias; desenvolvimento, gestão e valorização da marca; licenciamentos de produtos; geração de conteúdos; e comunicação social e relacionamento com a imprensa. Por pior que seja a atual gestão de marketing no Flamengo, a culpa pela falta de um patrocinador máster não é exclusiva do Departamento.  Num ambiente comercial em que as grandes marcas retraíram seus investimentos em publicidade, por conta da crise econômica mundial e da espera pelas oportunidades que serão geradas pelos grandes eventos esportivos que estão por vir, os clubes deveriam tentar formatar parcerias de médio e longo prazos com marcas que tivessem potencial de identificação com seus perfis, em lugar de apenas vender espaços publicitários em suas camisas. Mas como fazer isso se a marca do clube está relacionada hoje à falta de disciplina, à quebra da hierarquia, a comportamentos que beiram a marginalidade? Claro que resta apenas - em lugar de um relacionamento entre marcas - um espaço comercial a ser vendido na camisa do clube, uma propriedade medida em centímetros, uma relação em que uma história centenária é transformada em outdoor ambulante. Este reducionismo cobra um preço e não é culpa apenas do Departamento de Marketing.

19 – Com Affonso Romero na presidência, quais são as expectativas para o Flamengo em 2015? Sendo realista, diga como pretende deixar o clube em termos econômicos e nossa posição em termos de futebol e esportes olímpicos no cenário nacional.
O Flamengo não pode entrar em nenhuma competição para ser mais um. É obrigação do clube que representa uma Nação, 35 milhões de torcedores e uma tradição esportiva de mais de um século entrar sempre na lista dos favoritos em qualquer esporte que pratique. Esta condição não se conquista com o nome, ou com prepotência. Se conquista com trabalho, com um modelo de gestão, com a sabedoria em representar as características que deveriam fazer o Flamengo ser forte em ações que vão da montagem do elenco ao relacionamento com os patrocinadores. Claro que vencer é uma consequência deste trabalho feito por profissionais e sustentado pelo Presidente. Mas a beleza do esporte é que as conquistas também têm um componente de acaso. O objetivo real deve ser se manter sempre entre os melhores, porque isso é possível assegurar. Quem foca sempre na excelência acaba alcançando-a frequentemente. As conquistas assim passam a ser consistentes. O Flamengo entrará neste ciclo virtuoso, estará sempre preparado e focado na vitória. Com a gestão racional dos recursos, o uso da criatividade na formatação de soluções e parcerias e a alavancagem do marketing como ferramenta de geração de novos recursos, vamos incrementar o patrimônio e abater consideravelmente a dívida.

20 - Até que ponto ele se considera preparado para combater a politicagem centenária que ronda a Gávea? Se ele já sabe como agir contra esse tipo de artimanha existente e se ele já tem profissionais designados para protege-lo desse tipo de artifício.
 É preciso estabelecer as diferenças entre política e politicagem. Na política, deve-se buscar o consenso, o equilíbrio entre os opostos, o caminho da conciliação. A política, vista como a arte da negociação, é um instrumento da democracia. Já a politicagem é o toma-lá-dá-cá, é a agressão gratuita, é o entrave ao bom debate, é o jogo das sombras, a mentira reafirmada até virar verdade. Só há um caminho para combater a politicagem: é não ter medo da política, agir com transparência, responder sempre com argumentos, denunciar a mentira, insistir no debate de ideias. Quando se age assim, você faz emergir das sombras aqueles que não têm condições de discutir em bom nível, aqueles que só aderem aos bons projetos por demagogia. Se um candidato vier debater comigo à luz de sua opinião, merecerá meu respeito, e o respeito do eleitor. Aquele que foge de discutir ideias, que se esconde atrás de preconceitos, cairá em desgraça com o eleitorado. Na gestão do clube também é possível agir assim: a arma do politiqueiro é a desinformação, o preconceito, a mentira. Quem administra com total transparência consegue desmistificar as questões e elevar o nível para o campo dos conceitos.

21 - Se considera possível, sem ter apoio de políticos internos tradicionais, vencer a eleição. Qual estratégia para isso? Com o modo de gestão proposto no Revolução, terão que cortar relações abertas/corruptas com empresários de jogadores e entra-e-sai de empresários da Gávea. O que ele fará para se proteger destas forças existentes e que irão utilizar a mídia para atacar sua gestão?
 É impossível ganhar a eleição sem o apoio dos eleitores. Os líderes políticos tradicionais são também eleitores e apoio e voto são coisas que não se pode desprezar. Estamos abertos a ouvir todo mundo, não temos preconceitos. Só que nós somos contra o fenômeno do caciquismo e dos currais eleitorais. Não temos compromissos com pessoas, nem nos curvamos a ninguém. O compromisso da Revolução Rubro-Negra é com o Choque de Gestão Profissional. Não negociamos isso, e não faz sentido negociar cargos, uma vez que a gestão operacional não será feita pelos políticos. Então, quem estiver votando conosco estará votando numa proposta, estará elegendo a profissionalização total do clube.

Quanto aos empresários, há dois tipos distintos de relação. Há os empresários que representam jogadores na negociação de seus salários. É a regra do mercado, e eles têm mesmo que defender os interesses de seus representados. Então, as relações têm que ser de bom nível, entre partes que têm interesses comuns e alguns divergentes. E há os empresários que detém direitos econômicos de jogadores, e que usam os clubes como vitrines para valorizar seus ativos. Eu acho que não faz muito sentido querer usar o Flamengo para dar vitrine a um Zé Mané qualquer, porque um jogador mediano costuma desagradar a torcida e acaba se queimando num clube de massas. Mas se quiserem trazer para o Flamengo grandes jogadores, gente em condições de ser titular de uma seleção, por que não? Veja que o sonho dos empresários é levar seus jogadores para atuar no Manchester, no Real, no Barcelona, que são clubes organizados, estruturados, profissionais, transparentes. É preferível ganhar dinheiro num ambiente de negócios lícitos do que num ambiente viciado, e os empresários sabem bem disso. Por que não iriam querer ver seus jogadores atuando no Flamengo?

22 - Costurando eventual apoio do MB, quais os aspectos positivos e negativos em uma aliança com um dos maiores ícones dessa estrutura e sistema atual? Sabendo que o candidato propõe o contraponto através do choque de gestão proposto, contrariando os métodos praticados por gestões anteriores, inclusive do eventual aliado.
 A campanha da Revolução Rubro-Negra não é contra ninguém, nem contra a Patrícia pessoalmente nós somos. Não é uma questão de pessoas, é uma questão de modelo de gestão. E há gente que compreende isto, ainda que já tenha participado de gestões amadoras. O modelo amador está enraizado na cultura do clube, porque funcionou por mais de um século, trouxe o Flamengo até aqui. Ninguém precisa renegar o que fez, nem a contribuição que deu para perceber que o modelo deixou de funcionar, e agora precisamos fazer um Choque de Gestão Profissional. Veja o caso do Marcio, que é o ex-Presidente com mais mandatos e mais títulos pelo Flamengo: em 1976, quando ele liderou a FAF, ele fez uma revolução na gestão do clube, considerando a época e os costumes de então. Mas, depois, o ambiente político e o modelo amador fizeram aquele momento mágico do clube perder a força. Atualmente, as necessidades são outras, mas a presença de gente jovem, bem preparada, sem vícios e que chegue propondo uma transformação no modelo de gestão só pode contagiar o espírito daqueles que tentaram dar a sua contribuição e ficaram amarrados pelos limites do modelo amador.

23 - Quais serão as propostas para o Esportes Olímpicos, bandeira que a atual presidente irá utilizar para se promover diante de seus correlegionários?
 Cada modalidade de competição deverá ser tratada como um centro de custos independente, ou seja, capaz de ser autossustentável. As escolinhas subsidiarão as categorias de base, os custos para competir e formar novos talentos, que é uma das expertises do Flamengo. A performance das equipes principais, e seus ídolos, serão um incentivo para que jovens rubro-negros queiram praticar esportes. Estas equipes, sempre num nível superior de competitividade, serão garantidas por parcerias e patrocínios desenvolvidos pelo Departamento de Marketing, que não pode abandonar os esportes olímpicos. O Flamengo tem uma exposição natural na mídia, atrai a atenção de uma nação de 35 milhões de pessoas, então é natural que atraia o interesse dos melhores patrocinadores em cada esporte. Basta que sua imagem e sua marca sejam bem trabalhados, e que o dinheiro seja usado efetivamente para montar boas equipes. Não há razão que possa explicar por que o projeto olímpico de outros clubes venha a funcionar melhor que o do Flamengo. A atual gestão tem corroído a marca Flamengo, envolvendo o nome do clube em escândalos e malfeitos. É necessário que os sócios percebam o quanto isso prejudica a captação de recursos para todas as atividades-fim, inclusive a manutenção de sede e os esportes olímpicos.

24- O candidato tem consciência de que modelo de gestão que ele está propondo seria aparentemente incompetível com muitas brechas que existem no modelo atual para que pessoas parasitem o clube e se enriqueçam ilicitamente às suas custas?
 As pessoas que tentam enriquecer ilicitamente às custas do Flamengo afugentam, com suas práticas, as empresas potencialmente parceiras que gostariam de desenvolver projetos com o Flamengo em que ambas as partes ganhem dinheiro licitamente. Nós não negamos que o esporte possa gerar oportunidades e seja hoje um mercado negocial. Ao contrário, nós partimos desta realidade para constatar que a presença de amadores só faz abrir estas brechas para parasitas e negociatas. Tornar a gestão profissional, competente e transparente faz com que a força do ambiente de negócios gere também benefícios para o clube, subindo o nível de entendimento com o mercado e atraindo gente séria e acostumada e fazer negócios que beneficiem todas as partes. Desta forma, os aproveitadores acabarão defenestrados do ambiente do Flamengo, e certamente vão procurar se instalar em outros hospedeiros.

25 – Convença o torcedor de que deve votar em Affonso Romero para presidente do Flamengo.
Durante um século, os clubes foram administrados por amadores. Um modelo que teve seu tempo e deu seus resultados. A entrada de novos recursos no esporte, principalmente no futebol, fez com que os clubes tivessem que aprender a lidar com um novo universo. Dentre os principais clubes do mundo, é possível encontrar os mais diversos modelos societários. Mas não se encontrará nenhum que adote o modelo de gestão amadora. O que eu estou propondo para o clube, junto com a Revolução, é um Choque de Gestão Profissional que significa colocar o Flamengo em igualdade de condições administrativas com os principais clubes de futebol do mundo. Já foi o tempo que as diferenças econômicas entre o Brasil e os países europeus poderiam justificar diferenças entre os clubes brasileiros e os daqueles países. Hoje, a economia brasileira é maior e mais forte que a de países como Inglaterra, Espanha e Itália, onde estão as principais ligas e clubes. O Flamengo tem que ser tão ou mais rico que os principais clubes destas ligas, mas este caminho começa na adoção de um modelo de gestão profissional. A Revolução Rubro-Negra mostra, em seu Programa de Gestão como é possível adotar este modelo de imediato, sem subterfúgios, sem desculpas. Por isso o Flamengo vai votar no Affonso e na proposta da Revolução Rubro-Negra.


COMENTE DIZENDO O QUE VOCÊ ACHOU DA ENTREVISTA E DAS PROPOSTAS DO CANDIDATO.


                                                                                                                                                     
                                                                                                                                                     

terça-feira, 3 de julho de 2012

Eleições na Gávea 2012: Affonso Romero - Parte 1

Nação, está chegando a época de eleiçoes na Gávea e as primeiras candidaturas já foram lançadas. O nosso Blog entrou em contato com alguns candidatos a presidência e estaremos postando aqui nas próximas semanas algumas entrevistas com alguns deles. A nossa idéia é expôr e ajudar a divulgar as idéias por eles propostas.

A primeira entrevista é com o candidato Affonso Romero. A entrevista foi divida em duas partes pois é um pouco extensa e assim fica menos cansativo.

          

1 – O que é a Revolução Rubro-Negra?
É um movimento de rubro-negros, sócios ou não do clube, que estão insatisfeitos com o modelo de gestão amadora do clube. A Revolução não é apenas oposição à Presidente Patrícia Amorim. A Patrícia é um exemplo do mal que uma gestão amadora pode fazer ao clube, mesmo que bem intencionada. A resposta que a Revolução Rubro-Negra dá a esta situação é um CHOQUE DE GESTÃO PROFISSIONAL. Ou seja, o Presidente e sua Diretoria passam a cuidar efetivamente do planejamento estratégico do clube, mas a gestão operacional do Flamengo ficará a cargo de profissionais qualificados em suas áreas de atuação, sem interferência cotidiana de amadores.

2 – Nos últimos 20 anos vários presidentes passaram pelo Flamengo e pouca coisa mudou, porque com o Affonso Romero seria diferente?
Porque a mudança que nós estamos propondo com a Revolução não é apenas de nomes, mas de modelo de gestão. Eu sou um profissional de comunicação, um publicitário com uma formação acadêmica muito boa, conheço a estrutura de gestão do Flamengo e acompanho futebol há mais de 40 anos. Mas não é por isso que eu tenho o direito de achar que conheço tudo, sei de todas as soluções, seja capaz de fazer tudo sozinho. Quem diz isso mente, engana. O que o Flamengo precisa é definir onde quer chegar e deixar gente capacitada e profissional em cada área de atuação tocar o cotidiano operacional do clube, com dedicação exclusiva e sem politicagem.

3 – O fato de o presidente do clube morar em São Paulo não irá atrapalhar no trabalho?
A presença do Presidente deve ser valorizada. O Presidente não pode, com sua presença cotidiana, ofuscar o trabalho dos profissionais, nem interferir nas decisões técnicas operacionais. Quem fala que o Presidente deve estar no clube o tempo todo não entende a diferença entre gestão estratégica e gestão operacional. A função estratégica e política de um Presidente exige que ele esteja atento ao clube e às grandes questões, o que pode ser feito de qualquer lugar. O principal é que dê estrutura e respaldo aos profissionais contratados, e isso inclui a confiança de que as missões dadas serão cumpridas. Alguém contestaria um Presidente que morasse em Madureira ou em Realengo, na Baixada ou em Niterói ou em Vargem Grande, onde fica o nosso CT? Dependendo das condições do trânsito, estes lugares ficam mais distantes da Gávea que os 40 minutos de voo que separam Rio e São Paulo.  Será que o presidente do Flamengo só poderia mesmo morar no início da Barra ou na Zona Sul? Além disto, em São Paulo estão localizados os principais possíveis parceiros que o Flamengo poderá ter.

4 – Um profissional torcedor de outro clube grande do Rio poderá trabalhar do Flamengo?
Eu devolveria esta com outra pergunta: é possível que um executivo da Coca-Cola consuma Pepsi em público? Obviamente, os gostos pessoais de cada um não estão em questão, mas o comportamento público de qualquer bom profissional é de identificação total com a instituição a quem ele serve. Há hoje no Flamengo profissionais e atletas que, intimamente, são torcedores de outros clubes, e não há nada de desabonador nisso. O importante é que, enquanto estejam no Flamengo, os profissionais - tanto os atletas quanto os administradores - saibam defender o Flamengo, conhecer o clube, respeitar sua torcida e seus sócios, trabalhar sempre na direção daquilo que foi acertado como a estratégia estabelecida para o clube. 

5 – A Revolução Rubro-Negra propõe um “CHOQUE DE GESTÃO PROFISSIONAL” no Flamengo. Isso acarretará em mudanças na estrutura organizacional do clube. Como ficará, resumidamente, essa estrutura?
A maior mudança que a Revolução está propondo é na maneira de fazer a gestão da estrutura que já existe, ou seja, que os profissionais substituam os gestores amadores. Não adianta ficar mudando tudo por mudar. A divisão do clube em departamentos é acertada. Só é necessário deixar claro quais são aqueles que respondem pelas atividades-fim e pelas atividades-meio. As atividades-fim são aquelas para as quais o clube existe: o futebol, os esportes olímpicos de competição e o clube social. As outras são atividades de apoio, que servem como prestadoras de serviços e que dão as condições necessárias para que o Flamengo consiga cumprir com seus objetivos. O que nós estamos propondo é que a estrutura seja definida em função dessas necessidades, que as decisões estratégicas sejam do Presidente, mas que a operacionalização das ações seja feita por profissionais. O que não pode continuar acontecendo é que amadores mandem na gestão cotidiana do clube.

6 – O Zinho vem fazendo um bom trabalho no Flamengo. Ele é o tipo de profissional que te agrada? É muito cedo para falar de nomes, mas existe a possibilidade de ele ser mantido no clube? 
É cedo para falar em nomes, mas não para falar em perfis necessários para os profissionais. O Zinho está demonstrando ser um bom profissional. Eu só gostaria de destacar que o trabalho dele é de nível gerencial, na intermediação entre elenco, técnico e diretoria amadora. E isso ele está fazendo de maneira muito acertada. No modelo que nós apresentamos, haverá alguém que faça esta função, e nada impediria que fosse o Zinho. Mas haverá também um Diretor Executivo do Departamento de Futebol cuja função será administrativa, será a de coordenar todas as ações do futebol: base, profissionais, área de saúde, contratos, estrutura, logística etc. Caberá a este profissional escolher toda a sua equipe, inclusive o Gerente Técnico.

7 – O Revolução Rubro-Negra acha que os esportes olímpicos serão capazes de se sustentar? Isso parece ser um pouco utópico. Caso não consigam se sustentar, o que acontecerá a eles? 
Veja exemplos de clubes como o E.C.Pinheiros e o Minas Tênis, que têm uma estrutura olímpica profissionalizada e equipes de ponta em alguns esportes, sem que isso signifique prejuízos aos clubes. Estes clubes têm tradição em suas cidades, mas não têm a exposição pública do Flamengo, não têm a sustentação de uma marca como a do Flamengo, nem 35 milhões de torcedores. O estranho é que estes clubes – e tantos outros – consigam captar patrocínios e parcerias, sejam competitivos, e o Flamengo, tendo muito mais condições, não consiga competir sem gerar prejuízos. Qual a diferença, então? A diferença está no modelo de gestão, que no Flamengo hoje é amador, além de ser uma imensa bagunça.

8 – O estatuto do Flamengo é arcaico em vários aspectos. O Revolução Rubro-Negra pretende tentar fazer mudanças no estatuto? Se sim, quais seriam essas mudanças? 
O Estatuto precisa ser revisto. No mínimo, porque já é antigo, e merece ser debatido e adaptado às necessidades atuais. Mas o Estatuto não deve ser usado como desculpa. O Flamengo pode ser muito bem administrado com o arcabouço legal existente. O choque de gestão profissional, por exemplo, é plenamente viável dentro das regras atuais. Hoje, o processo de profissionalização da gestão passa pela decisão política do Presidente em fazê-la. O Estatuto deve ser mudado para garantir que esta evolução seja incorporada à gestão do clube, sem retrocesso posterior. Mas quem se prepõe a fazer mudanças no modelo de gestão não pode ficar esperando pelo Estatuto, usando esta desculpa para afirmar que é necessária uma fase de transição. Isso é balela de quem não quer mudar nada, de quem quer interferir no trabalho dos profissionais. Isso é coisa de quem fala de profissionalismo porque é moda, mas nunca acreditou nisso de verdade.

9 – Como candidato a presidência, você teme os Conselhos do clube como possíveis pedras no seu caminho ao tentar realizar mudanças tão drásticas no clube? 
Os Conselhos costumam levar uma culpa que não têm, são usados como bodes expiatórios por Diretorias incompetentes. Eu pergunto sempre qual foi a mudança, qual foi o projeto, qual foi a decisão favorável ao Flamengo que tenha ficado prejudicada pelos Conselhos. Ninguém responde objetivamente a isso. O que há é uma necessidade de se aprovar projetos de longo prazo, contratos que envolvem valores muito altos, então isso tem que ser bem debatido e explicado aos Conselheiros. Eu acho que isso é bom para o clube, porque protege de ações precipitadas, de voluntarismos, de negócios mal feitos. Os Conselhos são protetores da instituição cujas decisões são sempre coletivas, tomadas por um número grande de rubro-negros. Pode ser que, em algumas ocasiões, uns poucos integrantes de algum Conselho tentem impor arbitrariamente uma vontade pessoal, e para resolver impasses há a sabedoria da maioria, expressa por debates e votações.

10 – Nos últimos anos notou-se um distanciamento da torcida com o Flamengo. As médias de público não têm sido tão boas, a torcida não tem ido tanto ao estádio. O que a Revolução Rubro-Negra pretende fazer para reaproximar a torcida do clube, fazer o torcedor voltar aos estádios? 
Nós, torcedores, gostamos de acreditar que o grito da torcida incendeia o time dentro de campo. Isso é uma meia verdade. Porque também é verdade que o a performance do time dentro de campo também contagia e incendeia a torcida. Parte dos torcedores vai a todos os jogos, independente da fase do time. Mas temos que reconhecer que há torcedores que só se veem motivados quando o time vai bem, ou pelo menos demonstra raça, dedicação e foco nos jogos. Mais do que apenas montar um boa equipe, é obrigação da Diretoria manter o grupo comprometido e focado em representar o Flamengo com profissionalismo e seriedade. Isso motiva o torcedor a ir ao estádio, gritar o nome do clube, querer estar dentro de campo junto com o time. Há aspectos que também devem ser cuidados e que têm menos ligação com a paixão, e mais com a razão: o Engenhão é uma péssima opção para a torcida rubro-negra, um estádio frio, mal situado. Ter que jogar lá é reflexo de falta de planejamento dos anos anteriores, porque o Flamengo é dependente de estádios que não são seus. Outra questão é a de desenvolver incentivos para que os torcedores tenham vantagens em ir a todos os jogos, como ingressos mais baratos para quem comprar a temporada inteira.

11 – Grande parte da torcida reclama do fato de o Flamengo não ter um programa de sócio-torcedor. Vocês pretendem fazer um? Como seria? Quais as vantagens o torcedor teria? 
O Flamengo tem vários tipos de torcedores, com diferentes níveis de inteiração com o clube. Seria uma bobagem apresentar um único modelo de sócio-torcedor, porque sempre haverá gente que não seria contemplada. E seria pretensioso dizer o que o torcedor quer. É preferível perguntar isso aos diversos torcedores, saber quais os benefícios que eles querem com um projeto deste porte. E dar a cada tipo de torcedor as vantagens desejadas. É nesta segmentação de mercado que atenderemos a um grupo tão diverso e tão grande, a um custo justo. Mas independente do modelo, é inadiável ampliar e renovar o quadro social do CRF, dando a cada Rubro-Negro a chance de ser sócio e assim participar do processo eleitoral.

12 – O Flamengo tem a maior torcida do mundo e não tem um estádio próprio. O Revolução Rubro-Negra pretende fazer parcerias para a construção de um estádio ou arrendamento do Maracanã?
O Maracanã que conhecemos, infelizmente, acabou. O estádio que está sendo construído é uma incógnita. Mantém-se uma localização privilegiada, e supostamente será um estádio moderno, espaçoso e confortável. A questão é saber se aquela antiga magia continuará a existir. O Maracanã deve muito ao Flamengo, que é o conteúdo que justificou a existência do estádio, deu a ele suas maiores rendas e públicos. Precisamos conhecer os termos de licitação do arrendamento do Maracanã, se eles seriam bons ou não para o Flamengo. É necessário que o Estado reconheça que o Flamengo é mais importante para o Maracanã que o contrário. Estes são os termos de uma negociação, saber que vantagens darão ao Flamengo para jogar lá. Para negociar assim, é necessário ter na manga um plano B. Em resumo: eu prefiro ver o Flamengo jogar num estádio que possa realente chamar de seu, e este estádio pode até mesmo ser o Maracanã. Depende dos termos do arrendamento. Senão, o Flamengo tem como viabilizar a construção de um estádio próprio, com parcerias.

13 – O que você acha do trabalho que a Patrícia Amorim vem realizando? O que ela tem feito de bom e quais os erros dela? 
É muito fácil, a estas alturas da gestão da Patrícia, apontar o dedo e dizer que ela não faz nada certo, como se ela não fosse uma rubro-negra apaixonada pelo clube, com grandes serviços prestados como atleta e política. Eu acho este tipo de crítica barata uma covardia. É necessário avaliar que a Patrícia é uma representação dos limites que o modelo de gestão amadora impõe ao Flamengo. Por mais eu ela queira fazer mais, ela sozinha, cercada de um pequeno grupo de amadores, não é capaz de realizar. Se trocar a Patrícia por outro, sem trocar o modelo de gestão, o próximo repetirá seus erros. Veja a manutenção da sede da Gávea: a coisa até melhorou um pouco com a Patrícia, ela é uma pessoa cuidadosa com isso e faz o que é possível com os recursos que consegue gerar. E aí é que está: o que ela não consegue é gerar mais recursos que estes aí, não tem na sua equipe gente criativa, com soluções de mercado, que saiba costurar boas parcerias. Então, não basta vontade, é preciso competência. Para piorar, ela não deixa o comando do futebol ser tocado por profissionais, e tampouco entende disso, então fica a principal atividade do clube sem comando. O pior efeito desta gestão dela, ou desta falta de gestão, é que cada um faz o que bem entende, fala cada um por si, um se mete na área de outro, não há hierarquia, respeito, ordem. Isso acaba sendo refletido no mau comportamento dos atletas, na falta de respeito ao clube, e afasta os possíveis bons parceiros. Hoje, ninguém quer juntar a sua marca comercial à do Flamengo, que infelizmente virou um símbolo de bagunça no mercado. 

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